Adeus aqui, até breve em outro lugar…

•16 16UTC janeiro 16UTC 2010 • Deixe um comentário

"tá, só vou mudar de endereço... Mas achei a imagem engraçada..."

Graças a uma intervenção pouco agradável, me lembrei que tem mais de um mês ( mais de quarenta dias) que eu nem visitava este blog. Aconteceram um série de mudanças, que já foram faladas em post anteriores. Até o ‘voltar” a postar já foi falado, mas não levado a diante.
Tenho uma série de post’s para fazer, sobre a rotina do jornal, sobre o tempo, e sobre o que eu tenho que fazer daqui para a frente para poder ser um jornalista responsável, e mais uma infinidade de outros… Mas naum tenho mais vontade de escrever aqui, faltam possibilidades, opções, interações…

A verdade é que este blog vai realmente ser deixado de lado… Quando criar o novo, provavelmente mais interessante e com uma estrutura melhor do que este (leia-se wordpress.org) aviso aqui…  Foi o meu primeiro blog mesmo, e vai ser mantido online, mas naum mais atualizado. O conteúdo deve ser migrado para o outro, e os comentários serão respondidos…

Agradeço aos que leram, aos que gostaram, aos que não gostaram e a última manifestação, a primeira pessoa “ofendida” com um texto meu. Aprendi muito, e não pretendo deixar os meus textos longe da web.

O novo endereço, ou os novos. não sei ao certo ainda, serão divulgados aqui assim que forem criados…

E como tudo está mudando, deixo com vocês a frase de uma amiga: “A todos, um belo e estranho dia…” porque assim estão sendo os meus a um bom tempo./

New Moon

•5 05UTC dezembro 05UTC 2009 • Deixe um comentário

É realmente um bom filme, excelente filme se comparado com o seu antecessor

Considerações sobre o filme Lua Nova:

É realmente um bom filme, excelente filme se comparado com o seu antecessor. Lua Nova acerta onde Crepúsculo se mostrou incompleto, e acho que isto tem um nome: verba. Sabemos que a primeira versão pra telona da saga foi meio que “independente”, e por causa da repercussão e sucesso de mídia, esta segunda etapa da história dos Cullens foi mais bem “aceita ($$) pelas produtoras hollywodianas.
O filme tem uma unidade que não é monótona. Desde o começo tem o conflito das possibilidades, se ficar juntos é possível ou não para Edward e Bella, se seria correto continuar. Mesmo com todo mundo sabendo o final da história ( e dizendo final, me refiro ao quarto livro da saga), o filme não te faz querer desligar e ir dormir por que você já sabe o final. Se os livros são conhecidos por prender o leitor, o segundo filme herdou esta característica.
Porém, o filme não acerta só na questão técnica. O que desperta mesmo a atenção e a força da história de amor. A questão do sacrifício, da auto-negação em prol do bem do outro, isto é o que as pessoas buscam, um amor com proporções diferentes das que vemos hoje em dia. As pessoas estão desesperadas por um amor assim, os adolescentes que cada vez mais se entregam a relacionamentos superficiais, cada vez mais trocam de namorado e experimentam relacionamentos curtos, na verdade querem esta força. Os adultos que se prendem cada vez mais em laços fracos, querem este vínculo, uma ligação que resiste a dor, ao sofrimento, as incompatibilidades, as divergências, que seja realmente o amor que eles tanto ouviram falar.
Sério, o mundo tá sedento. As pessoas querem histórias fortes. Os milhões de exemplares que esta saga esta vendendo é um reflexo disto. Histórias assim, mesmo sobrenaturais, inspiram. A verdade é que, as pessoas vêem nesta saga, no amor de Bella, algo que elas podem ter, mas não tem forças para alcançar, então “encarnam” os personagens, e se identificam. E este segundo filme é totalmente sobre isto. Quer um exemplo mais claro? O livro que eles começam a ler, que estão aprendendo na escola, qual é? Romeu e Julieta, uma das histórias mais romântica que já existiu. A impossibilidade das famílias que não se davam bem, a dificuldade, culminando numa morte por falta de informação. Não contarei mais, leia o livro ou veja o filme e entenderá a história.
Agora, sobre os efeitos especiais: graças a Deus mudaram a “corridinha” dos vampiros. Muito melhor assim, muito melhor mesmo. Os efeitos dos lobisomens também são show, a forma como eles se transformam. Quero rever o filme em uma qualidade melhor, ver baixado, uma copia do cinema, é osso, mas dá pra entender as histórias, depois quero só analisar os efeitos. As lutas também estão muito bem feitas, tanto as lobisomem vampiros quantos as vampiros vs vampiros. Mas não posso falar muito ainda sobre questão técnica. Aguardarei o DVD.
Se você está em busca de entretenimento, de um filme bom de se ver, tá ai um bom motivo pra ir no cinema. É um livro/filme sobre a coisa mais comum hoje em dia, que todos buscam e poucos tem realmente encontrado: a história de amor entre um homem (mesmo morto) e uma mulher.
#ficaadica

Brasileirão 2009: “Final”!

•1 01UTC dezembro 01UTC 2009 • Deixe um comentário

"... existe alguma cor de mala que faça o Grêmio querer dar a possibilidade ao Inter de ser campeão?"

Não tem como não comentar esta “final” de campeonato brasileiro. Sendo Flamenguista, cearense e morando em Minas (globalização é isto), fiquei boquiaberto com tantas viradas.
Falar que é o campeonato mais emocionante dos últimos anos é redundante. Mas tem uma coisa que não me sai da cabeça, esta última rodada.

Os principais times do Brasil estão fortes este ano, ou pelo menos neste final de ano. Levem em conta que se trata da minha opinião, mas tirando o Corinthians, que não fez um bom Campeonato mas tem tudo para fazer um excelente 2010 (assim como foi o começo de 2009), e o Fluminense, que ressurgiu após a #Fredwave, os “grandes”estão nas primeiras colocações. Sem surpresas. Grêmio, Atlético Mineiro, Cruzeiro, São Paulo, Palmeiras, Internacional e Flamengo (Botafogo e Santos também constariam esta lista dos grandes nacionais).

Tirando um tímido esboço de campeão do Vitória no início do torneio, a briga ficou mesmo entre estes oito. Depois de uma série de resultados improváveis, vitórias memoráveis, derrotas inimagináveis, chegamos a 38ª rodada com Flamengo na ponta. E pra colocar este campeonato na história, com um roteiro impecável, temos a inserção de mais um personagem nesta final: a maior rivalidade do país, o Grenal!

Sério, era impensável o Inter assumir a vice colocação. No domingo as 16horas ninguém havia imaginado uma situação assim. Esperavam que o São Paulo ao menos empatasse, que o Flamengo não vencesse sem Adriano, que o Inter vencesse e que o Palmeiras empatasse. O que aconteceu foi a manutenção dos quatro na briga, e a inserção do Grêmio nesta história.

Para quem ainda está sem entender, explico. O Grêmio, atual oitavo colocado, pode ganhar uma posição na competição caso o Atlético não vença o Corinthians, e eles empatem ou vençam o Flamengo. Entre ficar em 7º ou 6º, a diferença é #nada! Olhando de cima para baixo, se o Flamengo ganhar do Grêmio, conquista o Hexa campeonato, tirando do Internacional a possibilidade de conquistar o mais cobiçado título nacional no ano do seu centenário. O que vocês imaginam que irá acontecer?

Debates sobre ética no futebol, sobre punições em caso de facilitação serão o tema até o próximo domingo. Existe até uma campanha no orkut para que o Grêmio vá com o que tem de melhor para campo, melhor até 12 anos de idade. Um campeonato onde a derrota do Flamengo para o Barueri e o empate com o Góias ficaram marcados pela “mala branca”, me pergunto: existe alguma cor de mala que faça o Grêmio querer dar a possibilidade ao Inter de ser campeão?

Só pra constar: uma amostra do novo grito da torcida do Grêmio, que ecoou em pleno Olímpico domingo (29):

Então, resta aguardar a festa, quer dizer, a final domingo! Contanto que este grito ecooe, tá valendo!!!

Lembrando: tem coisa melhor sim, coisa muito mais bonita, mas que esta torcida é de arrepiar, ela é!

P.S: Domingo que vem, provavelmente o youtube vai estar cheios de novos  vídeos, de umas de 85 mil pessoas cantando o Hexa!

How He loves (Jesus Culture)

•30 30UTC novembro 30UTC 2009 • Deixe um comentário

Ainda irei escrever um outro post sobre tempo, sobre porque temos ele de forma tão escassa hoje em dia, baseado em um livro do G.K. Chesterton de uns cem anos atrás. Bem atual a questão.

Enquanto ainda estou sem tempo (final de semestre em faculdade), deixo um vídeo de uma música que me impacta a cada vez que eu ouço; fala sobre a forma como Cristo nos ama, a forma como somos pequenos em comparação à grandeza dele, a forma como somos cegos na maioria das vezes. Simplismente não percebemos o quanto ele nos ama, não conseguimos entender que cada momento, que cada ação, que tudo converge naquela cruz e no sacrifício de Cristo por nós.

Na verdade, eu não tenho tempo para me lamentar, não tenho forças para me lamentar da vida, quando eu lembro que ele me ama, e como ele me ama.

“I don’t have time to maintain these regrets when I think about the way… that he loves us”…

Rencontrei

•28 28UTC novembro 28UTC 2009 • Deixe um comentário

Algumas coisas mudaram, o caminho é diferente. Algumas coisas continuam. O caminho ainda é difícil.

Faz um bom tempo que não digito a senha e o login na página do WordPress para acessar este blog. Achei que até os tinha esquecido, mas não, está salvo no computador, e eu me recordo de todos os caracteres e de sua ordem. Eu também cheguei a pensar em deletar este espaço. Cheguei a uma conclusão: partindo da proposta inicial,  ele parece que perdeu um pouco o foco.

O último post foi sobre mudanças, transformações. E foi isto que eu passei nos últimos meses. Quando eu postei o “Sobre as dificuldades de uma mudança”, não imaginei que estaria tão mudado ao reescrever, quase um mês depois ( 21 dias depois, para ser mais extato). Hoje me encontro com uma postura diferente, mas um pouco parecido com a mesma postura que eu esbocei ao começar.

Mudei de estágio. Saí de algo empresarial para uma redação de jornal. Não que não tenha caracteristicas empresarias lá também, mas é consideravelmente diferente. A minha rotina mudou completamente. Agora começo a conviver mais de perto com a notícia, com as matérias, como o ser jornalista (que eu busco desde o começo da faculdade).
Friso também que só saí da assessoria de comunicação por querer viver a experiência da rotina jornalistica. Gosto de assessorar também, de gerir a comunicação de trabalhadores. Mas no momento, precisava do desafio.

O desafio. Chego na reta final do curso, que confesso, levei de forma consideravelmente tranquila, as vezes até demais. Não cheguei a ser 80% do que eu posso. Agora, me vejo atrapalhado por esta postura diante de um trabalho de conclusão de curso. Preciso ser 100% novamente após 3 anos de “nem 80″. No começo do blog, eu tinha esta postura também, de ser 100%. “Começo de semestre é assim mesmo”, muitos vão dizer, e é a pura verdade. Mas eu estou hoje no final do semestre, e recupero esta postura (claro que uma série de erros passados estã opesando até arrumar toda a bagunça).

Este é um post de fim de era. Não, não vou excluir o blog. É um marco (não-teórico). E um reencontrar um começo, como disse no primeiro post:

Todo dia ele é descoberto, por um ou outro.

Quase sempre pelos mesmos,

Pois reencontrar um começo na repetição,

É essência de entendê-lo, de ser livre.

Reencontrei um começo.
Redescobri um sentido.
Reencontrei um Deus.
Redescobri o amor.

Sobre a dificuldade de uma mudança

•6 06UTC novembro 06UTC 2009 • 2 Comentários
Sempre resta uma caixa para abrir em mudanças, um assunto esquecido pra tratar

Sempre sobra uma caixa pra mexer no dia seguinte

Mudar de casa é difícil, cansativo e chato, porém necessário.

Mudar de casa é demorado, trabalhoso e nada divertido. As coisas não acontecem de uma hora para outra. Não levo em consideração a procura pela nova moradia nem nada. Vamos imaginar que tudo isto já esteja resolvido. Não vou nem falar sobre embalar tudo, definir o que presta para a nova casa ou não, definir o que vai no caminhão ou o que vai no carro, e fazer o orçamento de tudo o que você vai ter que comprar novo. Não, vamos supor que tudo isto já aconteceu, e que as caixas já foram tiradas do caminhão, que cinco homens já subiram com a geladeira (e arranharam a porta dela), que estão pelejando para subir com o piano de calda, que os armários são embutidos, que tudo já está dentro da casa. Quero usar como exemplo só uma parte da mudança. A readaptação.

Você saiu de uma casa e foi para outra, outra situação, outra experiência. Algo te fez definir esta mudança, algo te motivou a passar por toda esta mudança, algo te forçou a mudar. A decisão foi tomada, tudo coopera para que a mudança aconteça, as paredes são outras, o posicionamento dos móveis da sala são outros, e você passou um dia inteiro arrumando tudo. Você dorme, com aquela sensação de dever cumprido.

Acorda no outro dia, descansado, e se depara ainda com bagunça. “Perai, a casa ainda está desarrumada?”. Infelizmente, mudanças não acontecem só em um dia. Mudanças duram no mínimo dias, quem sabe semanas. A cada dia você vai ver alguma coisa que precisa ser mudada de lugar. Você descobre uma goteira em um canto, move um sofá para a esquerda, desloca a mesinha de centro do centro, fazendo um alinhamento com a caixa de som direita do Micro System. Você tira um vaso, coloca o computador do outro lado da sala porque lá tem mais tomadas. A cada dia você tem que mudar coisas que você não havia percebido antes.

Não quero te desanimar a mudar, mudar é necessário. Quero mesmo é que você entenda esta comparação. Mudança de residência com mudança de atitude. A cada dia é mais comum vermos jovens presos em casas bagunçadas, planejando eternamente a mudança, embalam seus medos, escolhem onde esconder os traumas, pegam uma canção para motivar a mudança, e colocam tudo em seu novo “lar”. Porém, arrumam as coisas durante um só dia. Planejou sua mudança para a segunda, na terça já tem preguiça. Não reparam nas coisas que ainda se encontram fora do lugar, não reparam nas particularidades e obrigações que a nova casa exige. Na quarta, já não reconhecem mais a nova casa, toda a beleza da mudança sumiu. O resto da semana só serve para juntar sujeira debaixo do tapete, para acumular pratos na pia, para esquecer as mesmas obrigações que você tinha antes da mudança. Ai chega o final de semana, e o domingo é o dia da mudança, o mercado imobiliário de novos lares está em polvorosa.

Escrevo para mim, reflexões sobre a minha vida, sobre os meus atos, por que isto é o que eu vivo. Sempre me pergunto se os outros passam por coisas parecidas com as que eu passo. Eu percebi que, assim como muitos, todo domingo quero mudar, mas esqueço que uma mudança não é feita em um dia. A cada dia verei algo diferente, um erro diferente. Preciso ler mais o manual das coisas, de preferência, o manual da vida.

“E o time * hein???”

•1 01UTC novembro 01UTC 2009 • Deixe um comentário

"Paixão nacional, e certeza de assunto..."

"Paixão nacional, e certeza de assunto..."

Se não tem o que conversar, fale sobre futebol.

Isto serve principalmente para homens, ainda mais com este campeonato brasileiro tão indefinido, onde a cada rodada, surgem infinitos palpites e sugestões.

Dizem que o Brasil tem 190 milhões de técnicos de futebol, eu acho isto um absurdo. Não são tantos, a grande maioria das mulheres não se importa tanto com futebol quanto os homens. O certo seria dizer + ou – 80 milhões de técnicos. Este sim é um número mais plausível. Eu, homem, quando estou com amigos e o assunto morre, jogo um “e o * hein…”  (o * pode ser qualquer time, varia de acordo com o(s) meu(s) interlocutor(es)). Pronto, temos no mínimo uma hora de palpites, alterações, elogios e chingamentos a vários jogadores, uma série de estratégias, opções, contratações, etc…

É algo certo. Exemplo: um simples e cotidiano passeio de ônibus. Estava com o ipod, uma série de músicas escolhidas aleatoriamente pelo itunes, disposto a ouvir e relaxar. Melhor seria ter ficado em casa deitado, ouvindo músicas, neste dia chuvoso, mas como não posso, fui trabalhar. Continuando… Estava no ônibus, e encontrei um conhecido, conversamos um pouco, mas o leque de assuntos em comum se encerra rapidamente, é normal, principalmente comigo. O cobrador estava perto da gente e ouvia a conversa, mas não participava.

Internet, as mudanças do Orkut, os horários da empresa, a chuva que não cessa a dois dias, todos estes assuntos duraram pouco, e o assunto ia morrer. Estava colocando novamente o fone no ouvido quando arrisquei: “e o Cruzeiro hein”…

Pronto, o cobrador começou a participar da conversa. Futebol é algo que todos, sendo brasileiros, temos em comum. Todo mundo já torceu por algum time em algum momento de sua vida, isto é geral. O cobrador era atleticano, meu conhecido cruzeirense e eu sou flamenguista. O assunto rendeu. Fatores agravantes: era uma quinta feira, teve rodada na quarta, mudou muita coisa na tabela, e os três times estão na briga pelo titulo.

“Flamengo perdeu ontem mais vai ganhar as outras”…

“Eu achei que era a hora do Cruzeiro perder, ainda mais com aquele técnico”…

“Hoje é dia do Tatatardeli, artilheiro e líder do campeonato”…

Estas são algumas das frases que surgiram na roda. E foram tantas outras frases, mas sempre expressando o otimismo dos três. O Flamengo e o Cruzeiro têm chances de ser campeão, o Atlético tem mais chances. Mais de 25% das equipes tem chances reais de título, faltando só seis rodadas.

É algo certo para puxar papo, não precisa ter dúvida. Se o cara se interessar um pouquinho sobre a pelota, só soltar um “e o time * hein”, e pronto. Saboreie a conversa.

Os cinco minutos que iniciam seu dia

•27 27UTC outubro 27UTC 2009 • 2 Comentários

Este é um texto antigo, que reencontrei hoje e resolvi postar, com algumas modificações…

lampada_relogio

" Cinco minutos podem te atrasar bem mais do que imagina..."

Acordei hoje de forma estranha, comum em meus dias atuais. Tenho este sentimento há algumas semanas, porque não dizer meses, mas precisamente desde o dia que eu entrei para a faculdade.

Hoje, como em um dia normal, cronometrado pela rotina, me levantei querendo não me levantar, e senti aquela mesma opressão que eu tenho sentido nas ultimas segundas, terças, quartas, quintas e sextas-feiras da minha vida. Quer dizer, opressão arrebatadora nos cinco primeiros minutos logo após o acordar. Não tem haver com o “ainda estar dormindo mesmo em pé”, nem com a vontade de voltar para debaixo da coberta, ou frio, talvez preguiça, mas não, não é isto. Esta sensação tem haver com o “ainda estar vivendo” mesmo parecendo morto.

Você se lembra que tem que levantar e ir estudar. Tem que chegar na faculdade e fazer um trabalho,  ou dois trabalhos, três trabalhos e uma prova, duas provas, três provas. Pensamentos como “xi… esqueci do trabalho, era pra hoje” ou “não deu para estudar para prova, preciso de nota, não sei a matéria” assombram sua mente e te fazem querer fugir de tudo isto. Voltar pra cama, ou às vezes se manter deitado, inerte, parece mais seguro.

Esta opressão que o “ritmo” cria afeta muita gente, estes cinco minutos têm sido verdadeiras batalhas nas minhas manhãs, e aposto que muitos também enfrentam a mesma luta.

Algumas semanas atrás, diante destes cinco minutos eu decidia voltar para cama, decidi não enfrentar. Provou com o tempo ser uma péssima decisão. Quando a opressão vence, a capacidade de continuar é automaticamente reduzida. As pessoas enfrentam tal força das mais várias maneiras; uns se trancam em seus quartos, sozinhos, e choram silenciosamente; outros pulam no “laguinho” (suicídios na UFV, de Viçosa, histórias que uma amiga me contou) querendo dar cabo deste sofrimento, e várias outras. Quem é ou já foi acadêmico sabe do que eu estou falando. Toda cobrança, datas, trabalhos, falta de tempo, correria, um ritmo alucinante, no qual você tem que se adequar, não há outra opção para aqueles que anseiam o sucesso.

Um ano e meio de faculdade e não me acostumei. “Pode ser que com o decorrer do tempo eu me acostume”, pensava durante as manhãs em que permanecia deitado, “só mais uma vez não vai fazer diferença”. Como enfrentar o mercado, este voraz destruidor de pessoas, se não conseguimos enfrentar esta primeira opressão? No meu caso então, como jornalista (a profissão que mata mais cedo¹, correria, a rotina estressante da redação, a busca pelo mito da imparcialidade), ou de amigos futuros publicitários (a idéia que não chega, a criatividade que falta quando mais se precisa dela, prazos estourados), tantos obstáculos e experiências que teremos no decorrer deste percurso, uma vida sem férias, criando todo o tempo. Se eu não conseguir cumprir, vencer, levantar agora, nada me fará crer que poderei ser competitivo fora da universidade.

A minha postura em relação aos cinco minutinhos iniciais de hoje, de levantar e enfrentar, foi decisiva, infelizmente, não definitiva; todo dia terei que tomar esta decisão. Decidi enfrentar, resolver meus problemas, me esforçar, mudar o que precisa para fazer tudo da melhor forma, pois é esta atitude que esperam de nós. A bíblia aconselha há viver cada dia o seu mal, decidi viver o dia de hoje do jeito que tem que ser; tomara que decida viver em plenitude amanhã; e que eu dê o meu melhor no próximo dia, e assim por diante, se possível por todos os meus dias, vivendo com paixão e sabedoria. Isto se define basicamente nos cinco minutinhos iniciais do dia. Pelo menos nos meus dias são assim.

Será que ainda dá pra acreditar em todos os seus sonhos hoje? Será que dá para levantar da cama e correr atrás das coisas que você acredita de verdade? Mesmo com tantos problemas, com tantos desafios, com tanto coisa pra fazer, com tanto ainda que caminhar? Minha resposta é sim, por isto me levanto, e a de vocês? Tomara que também seja.

¹ Jornalismo, sangue que corre nas veias / Marina Sabbér. Campo Grande: UCDB

Troféus para encher estantes

•27 27UTC outubro 27UTC 2009 • Deixe um comentário

"É fácil. Coloca o nome de um jornalista esportivo e pronto. Simples assim..."Zapeando por alguns sites de esportes, para adquirir informações sobre o meu Flamengo, me deparo com noticia: “Se  o campeonato terminasse hoje, Cruzeiro seria campeão do troféu João Saldanha”. Sério? Troféu João Saldanha? Que diabos é tal premiação?

Ai lembrei de uma outra premiação, feita agora pela toda poderosa Organizações Globo, o tal do troféu Armando Nogueira, que ninguém sabe ao certo o que tem que fazer para vencer. Deve ter várias outras premiações, mas ao meu ver, minha opinião, tipo … eu acho…, que estes prêmios não tem a mínima relevância.

Onde que um torcedor Coxa Branca vai ser levado à sério a dizer assim: Tudo bem, meu time caiu mas o Marcelinho Paraiba foi quem ganhou o troféu Armando Nogueira. Tá, o que o Marcelinho Paraiba fez? Teve a melhor média na pontuação dada por especialistas. OK. Mas e o resto do time? Será que vai fazer alguma diferença?

Imagino se, para ser contratado, jogador tiver que mostrar currículo. “Hum, deixa eu ver você aqui, nunca conquistou um Brasileiro, seu time sempre é rebaixado tem três anos, mas você tem um Armando Nogueira, um Juca Kfouri, um troféu Boris Casoy e um Hebe Camargo, excelente currículo”.

É tanto site especializado dando troféu que vai ser uma confusão na hora de mostrar pros parentes. Pelo menos ele vai conhecer um pouco mais sobre grandes personalidades do jornalismo esportivo. “Então, este aqui é o troféu João Saldanha, foi um jornalista e técnico de futebol, mas é bem antigo, de uma emissora que não me lembro ao certo, tem algo haver com vôlei”.

A questão é que, mesmo que sirva de consolo (ia adorar, se o Flamengo não estivesse vivo, dizer que o Pet é vice-lider no Armando Nogueira, descobri agora pro post) para alguns times que não aspiram a nada, ou só aspiram a série B, não tem relevância nenhuma para carreira profissional. Ninguém vai falar pro Flamengo repatriar o Renato Abreu porque ele já ganhou um troféu Armando Nogueira, ninguém nem vai lembrar disto. Eu acho que, bem mais do que estes troféus pra encher armário, vou me lembrar bem mais de um gol feio que garantiu o 1 a zero, seja em um clássico, seja em uma final, seja por mais 3 pontos.

Um dia imerso na Lei de Murphy: O ônibus e a SMS

•23 23UTC outubro 23UTC 2009 • 3 Comentários

“Tudo que pode dar errado dá errado"

“Tudo que pode dar errado dá errado"

Conhecida anteriormente como Lei de Sod, a Lei de Murphy é tão real quanto a lei da gravidade, ou tão certa quanto as leis do direito, o vento, o amor, o berílio ou o manganês. Esta presente no “existir”. Creio que os primeiros hominídeos não sabiam que nome dar a força que fazia com que tudo o que poderia dar errado, desse errado. Deram o abstrato nome de azar. Recentemente, passamos a nomear esta força pelo nome de Murphy, em homenagem a um capitão da Força Aérea americana que disse “Tudo que pode dar errado dá errado”.

Eu vivi um dia totalmente imerso na lei de Murphy. Aconteceu nesta quinta-feira, 15 de outubro de 2009. A gravidade, a única força que parecia aliada a mim, não foi o bastante para me deixar livre. Poderia ter ficado o dia todo deitado, prostrado, pois no meu quarto ela não me alcançaria, mas não teve jeito. Adiei o encontro em algumas horas, mas, devido a minha necessidade de trabalhar, ela me alcançou.

Aliás, ela não me deixou alcançar foi o ônibus. Tenho meus horários pela manhã, seja quando eu vou ou não vou à aula. É meio cronometrado, sendo cada minuto importante para não perder o ônibus. Tudo se resume a conseguir pegar o 600.2. O meu almoço, a velocidade de vestir, até a programação da TV me alerta, “quando acabar este desenho, tenho 7min e 36seg para chegar ao ponto”. A lei de Murphy age da seguinte forma, faz você chegar no limite, e quando lá você está, tudo dá errado. Ao passar uma última vez pelo espelho, meu olho esquerdo está muito vermelho. Minha vó é direta, “você está com conjuntivite”. Esta situação me fez perder 1min e 49seg, tempo o suficiente para ver o meu ônibus passando, impossibilitado de alcançá-lo por alguns segundos.

Atrasado. Era o mínimo que poderia acontecer. Seria 10min de atraso, só o tempo de o próximo ônibus vir. Chegaria 13h10, bateria cartão e tudo correria bem. Além do mais, o 600 que vem 12h30 é vazio e com ar condicionado, diferente do lotado e quente 600.2. Estava feliz, tranqüilo. Ainda não havia percebido a ação da maldita Lei. Se soubesse, não teria debochado, não teria enviado uma SMS pra minha namorada com os seguintes dizeres; “Conjutivite, além de perder o bus. Só falta meu PC quebrar”. Como fui ingênuo.

Primeiro, o 600 atrasou uns 7min, e quando ele virou na esquina uns dois quarteirões a minha frente, não era o que eu esperava. Lotadíssimo e sem ar condicionado. A sensação térmica lá dentro devia ser uns 35º, mas, somado ao meu desapontamento, foi pra uns 50º. Fui em pé, no local onde devem ficar os cadeirantes, quase como um poodle, com o rosto pra fora da janela. Tinha arrumado o meu lugar. Mas não por muito tempo.

Dois pontos, fiquei dois pontos tranqüilo. Ao parar, vejo um cadeirante. Não tenho nada contra, sei das dificuldades, das necessidades e da importância de ônibus voltados para estas pessoas. Mas logo naquele dia? Logo naquele ônibus? Ok. Antes da porta abrir, passo a roleta, e, ao passar, vejo pelas janelas do lado esquerdo o ônibus que eu esperava, vazio e com ar condicionado, passando do meu lado. Ali foi descarado. Era a Lei de Murphy, não tinha dúvidas. E ela queria brincar mais comigo ainda.

Passado três pontos, mais um cadeirante queria subir. Quem conhece o processo, sabe da demora que é pra um subir, quanto mais pra dois. Eles se alojaram na parte de trás, e depois de alguns minutos, voltamos a andar. Já estava bem atrasado, metade do meu trajeto, e todo o tempo gasto. Só me restava torcer para ninguém querer descer antes do shopping. Cada vez o ônibus mais lotado, cada vez mais calor, e alguém pede para descer. Era o cadeirante, o primeiro.

Não dava pra passar um por cima do outro, nem empurrar pro ladinho, o único jeito era descer o segundo que entrou, pra descer então o primeiro, pra ai subir novamente o segundo. Sério, foi este o processo, quase 10min parados, ouvindo a maquininha descer e subir, vendo pessoas suadas reclamando em uma sauna pública obrigatória, depois disto, não me lembro de muita coisa mais. Não desmaiei, nem perdi a memória, mas nada, até o final do meu expediente merece ser relatado. Parece que a Lei de Murphy tinha descido do ônibus junto com o cadeirante.

Cheguei atrasado, mas o dia de trabalho foi muito bom, realmente só lembrava dos incidentes do ônibus com humor, e imaginando escrever este post assim que chegasse em casa. A volta pro lar foi tranqüila, o ônibus certo, sentadinho. Chegar em casa foi como de costume, nada anormal. Sento em frente o PC, começo a pensar no texto, até o computador dar o primeiro biziu. Seguiram-se vários probleminhas, até o computador não inicializar mais. Nem no modo de segurança conseguia acessar o Windows. Pronto, a Lei de Murphy desceu do ônibus com o cadeirante para chegar mais cedo na minha casa e fazer a minha SMS tornar-se realidade.

Foi uma noite de raiva, odeio quando o computador trava, e neste caso, iria perder meus textos, minhas imagens, plugins, fotos, músicas, séries, tudo aquilo que eu ainda não tinha em back-up (salvaria no final de semana). Mas tudo bem, baixaria novamente. Precisava do computador para fazer uns trabalhos da faculdade, então tinha que seguir em frente. Começo o processo, e chego no momento de apertar o L. Maldita Lei de Murphy. Tudo deletado, começa a formatação, e, antes de entrar a tela de colocar o número de série do XP, aparece a famosa “tela azul” do Windows. Cortesia da maldita Lei. Fazia anos que eu não via uma tela azul, um erro desses, ainda mais no XP. Vários amigos meus falaram que nunca viram esta tela, só nas Olimpíadas de Pequim e nos Windows anteriores.

Não sei se eles ficarão com inveja, mas eu vi esta maldita tela por seis vezes seguidas. A partir de hoje, eu odeio esta tela. Usei três CDs diferentes, com partição, sem partição, e sempre parava na maldita tela. Murphy não queria me fazer perder tempo, queria era me ferrar. Desolado, fui dormir ciente de não ter mais um computador. Na manhã seguinte que fui pensar nas possibilidades, uma professora disse que era o HD, um outro cara disse que era a memória  RAM. Terminou com uma semana sem PC, memória RAM, Driver de DVDs e fonte novas, pois todos estragaram, e um débito de 275 reais. Tudo isto só porque eu fui zombar da Lei de Murphy, só por causa de uma SMS. Poderia ter ficado só no busão e os cadeirantes.